Sentado em uma cadeira de balanço, pensando como vai ser o amanha, os meus planos podem dar certo ou simplesmente acontecer o de sempre: na hora da ação nada sai como você planejou em frente ao espelho.
Deitado em minhas nuvens que tem seu forro trocado semanalmente pela domestica, olhando para o céu de gesso e tinta branca, onde meu sol liga e desliga de acordo com a posição do botão que fica na parede, sempre viajando na imensidão do meu universo cercado por quatro paredes. Enquanto tento escrever romances você vive na era mais realista da atualidade, meus pensamentos soltos no ar, acabo pensando até mesmo onde podem estar os seus. Tudo questão de equilíbrio, acabaria inevitavelmente em náusea um relacionamento com duas faces melancólicas. Abstração do mundo real, tudo sem perceber, assim acontecem mágicos momentos. Tudo aquilo que havia planejado em frente ao espelho fica para trás e acaba saindo aquilo que estava tão engasgado e amedrontado que não se teve ao menos coragem de ensaiar na solidão.

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