Tem horas em que o coração quase para de bater, e é assim quando eu me sinto muito mal, com uma exagerada vontade de morrer. Reflita se o que vai sair da sua boca vai ser visto como uma borboleta colorida ou como uma faca que acerta sem piedade o coração do outro. Não queria ser assim, sofrer tanto por tão pouco, não queria te deixar assim preocupada com minhas crises de delirio sentimental. Tudo é tão simples quando a gente não complica as coisas, quando aprendemos a deixar de lado pequenas coisas que nos ferem, quando aprendemos que os pequenos machucados ardem mas não chegam nem a sangrar, quando aprendemos a forma certa de amar sabendo relevar as manias do outro ou até mesmo costumes que as vezes não nos agradam muito. Lembrar das coisas boas, das risadas, do quanto você cresceu estando ao lado de certa pessoa e dos bons momentos que ela te proporcionou, e simplesmente pensar nas coisas ruins como se fossem escritos de um livro antigo de folhas amareladas, que de tão escondido e velho não se consegue ao menos decifrar a primeira letra de cada palavra. Viver intensamente, brigar dificilmente, ser feliz desesperadamente, perdoar facilmente e fazer das magoas uma coisa que já não se sente.
Simplesmente pare para pensar, não faz sentido ficar suicidando-se internamente por coisas tolas quando se tem ao lado a pessoa que sempre sonhou, quando se tem ao lado a pessoa que mostrou para sua alegria qual era o caminho de volta pra casa. Então meu coração volta a bater, e é assim quando eu me sinto muito bem, com uma exagerada vontade de viver.


